segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Philips projeta uso de OLED em painéis solares


Os painéis de OLED, usados na fabricação de telas de computador, podem ser a novidade usada nos tetos automotivos. Este é o projeto no qual a Philips e a Basf têm trabalhado, para captar a luz solar e transformá-la em energia.

A sugestão das empresas não é que essa energia seja usada para manter o carro em funcionamento. Trata-se de um projeto inovador, que permitiria a passagem da luminosidade durante o dia, e aproveitaria a energia armazenada para deixar o interior do carro iluminado durante a noite.

O sistema ofereceria ao condutor a sensação de estar dirigindo em um espaço aberto, conforme explicado por Feliz Gorth, líder do projeto. Além disso, os designers projetaram um sistema em que a claridade fosse suave e espalhada pelo automóvel, para não atrapalhar a visibilidade do condutor.

A tecnologia foi testada em um Smart, mas pode ser adaptado a qualquer automóvel e até mesmo em outros ambientes. Nos carros, o sistema funciona de maneira equivalente aos tradicionais, inclusive em seu acendimento automático assim que as portas são abertas.

Em declaração ao Daily Mail, o gerente geral de OLED da Philips, Dietrich Bertram, declarou-se feliz com o potencial do projeto, que apresenta a diversidade em possibilidades da utilização da tecnologia. A empresa aposta na eficiência energética da iluminação para adentrar ao setor automotivo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Arquitetos constroem casa sustentável na Inglaterra


O escritório de arquitetura Nick Willson Architects foi contratado pelo casal inglês Ann e Mark Stafford para construir uma casa sustentável, que estivesse em harmonia com a natureza. A edificação, chamada Flint House, está localizada em Blackhealth, no sudoeste de Londres.

Ann desejava ter uma casa sustentável, mas que fosse construída levando em conta o design tradicional. Assim, os especialistas projetaram uma casa, que em alguns momentos chega a lembrar uma estufa, pela quantidade de vidro e janelas utilizadas. Mas, para balancear a contemporaneidade com os modelos clássicos, a equipe de arquitetos incorporou telhados inclinados, parecidos com os modelos comuns e incluiu um pequeno jardim da parte traseira da residência.

Todos os espaços da casa foram pensados para suprirem as necessidades de seus habitantes. Mark Stafford, o chefe da casa, é adepto dos esportes. Por isso, ganhou um espaço lateral que o permite estacionar a moto ou a bicicleta e já tomar uma ducha antes de entrar na residência. Ann trouxe a ideia dos jardins para as áreas comuns da casa, assim ela sempre tem ingredientes frescos para serem usados na cozinha.

A edificação foi pensada considerando as condições climáticas locais e faz parte de um plano arquitetônico que busca minimizar os impactos da construção no meio ambiente. As grandes janelas permitem o maior aproveitamento da luminosidade natural, e para que esse desempenho fosse elevado, a direção do sol foi previamente estudada.

A ala oeste é revestida com pedras, que refletem a luz direta do sol e ajudam a controlar o calor. A parte leste é coberta com um revestimento de carvalho, também para impedir a incidência solar diretamente na casa.

A fachada sul é repleta de vidraças, intercaladas com faixas de carvalho, que garantem a privacidade nos banheiros. Em todas as partes os moradores têm a vista direta de árvores e folhagens, através das janelas e clarabóias. Além disso, a garagem ganhou um telhado verde.

A Flint House utiliza energia solar, ventilação natural e é equipada com um sistema de reaproveitamento da água da chuva. Ela é quase que inteiramente construída a mão e os arquitetos optaram por materiais sustentáveis em toda a obra.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

7 incríveis projetos de energia solar no mundo

Quando se pensa em energia solar, a primeira imagem que surge é, em geral, a de paineis instalados no telhado de uma casa. Mas há usos mais audaciosos mundo a fora, como mostra esta seleção de mega projetos. Confira:


Solar Powered Office Complex

Em formato de leque, esta estrutura que se assemelha a um relógio é o maior edifício comercial alimentado por energia solar no mundo. Localizado em Dezhou, na província de Shandong, noroeste da China, o prédio de 75 mil metros quadrados de área abriga um hotel, centros de exposição, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento científicos e espaçosas salas para reunião e treinamento.

Com uma cobertura de paineis solares de 5 mil metros quadrados, o edifício tem 95% de suas necessidades energéticas proveniente dessa fonte renovável. A cor branca adotada na fachada simboliza energia limpa, além de ajudar a refletir a luz do sol, reduzindo o calor.


Estádio de Kaohsiung, em Taiwan

Com jeitão futurístico, o estádio de Kaohsiung, em Taiwan, carrega o título de primeiro do mundo 100% movido a energia solar. Seu teto é recoberto por nada mais nada menos do que 8.844 placas solares, que fornecem energia suficiente para as 3,3 mil lâmpadas que iluminam o estádio e mais dois telões gigantes que transmitem os jogos.

O uso dessa fonte de energia renovável e limpa evita a emissão de 660 toneladas de CO2 na atmosfera anualmente. Em formato que remete a ferradura de um cavalo, a arena criada pela firma japonesa de arquitetura Toyo Ito foi construída para os Jogos Mundiais de 2009 e tem capacidade para 55 mil pessoas.



Gemasolar: energia 24h por dia

Apesar das claras vantagens ecológicas, projetos de energia solar têm um calcanhar de Aquiles: eles dependem da existência de luz natural para produzir eletricidade. Mas um sistema de geração em Sevilha, na Espanha, mandou para escanteio essa fraqueza. Trata-se da Gemasolar, a primeira usina de energia solar concentrada (ESC) em escala comercial do mundo, que gera energia durante a noite ou em dias nublados.

A produção de eletricidade sem a presença de luz solar resulta de uma inovadora tecnologia que usa sal fundido para estocar calor e operar 24h. Com capacidade instalada de 19,9 megawatts, a central já fornece energia para 25 mil lares na região de Andaluzia. 


Sanyo Solar Arc

Essa estrutura em forma de asa elegantemente “pousada” no solo abriga desde 2002 o Museu da Energia Solar, mais conhecido como Sanyo Solar Ark. Semelhante a um arco de 315 metros de largura e 37 m de altura. Localizado na Província de Gifu, no centro do Japão, o impressionante edifício possui mais 5 mil paineis solares e produz mais de 500 mil kWh de energia por ano. A fachada da atração, que também abriga centro de pesquisa em tecnologia solar da Sanyo, também é coberta por lâmpadas leds, que se iluminam à noite. 



Pista de Nascar Solar

A maior instalação esportiva para corrida abastecida por energia solar do mundo é uma pista de Nascar, categoria do automobilismo. Trata-se do Pocono Raceway, centro norte-americano do estado da Pensilvânia, que acionou ano passado sua usina para captação da luz solar por painéis fotovoltaicos. Além de fornecer energia suficiente para a instalação desportiva, o novo sistema, com capacidade instalada de 3MW, abastece cerca de mil casas nas proximidades. No período de um ano, cerca de cinco mil tonelads de CO2 devem deixar de ser emitidos.




Sonnenschiff: um vilarejo com excedente de energia

Cinquenta e duas casas, entre residenciais e comerciais, formam o bairro ancorado em Freiburg, na Alemanha, que se tornou referência em boa vida e impacto ambiental mínimo. Situado em uma das regiões mais ensolaradas do país, o vilarejo de Sonnenschiff é capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.

A auto-suficiência é atingida através do seu projeto de energia solar, que utiliza painéis fotovoltaicos posicionados estrategicamente para aproveitar ao máximo a incidência dos raios de sol. Além de aproveitar a luz natural, com amplas aberturas para deixar o sol entrar nos ambientes internos, as casas ecológicas também contam com tecnologia para economizar água.

Os telhados possuem sistemas de captação de água da chuva, que depois é utilizada na irrigação de jardins e nas descargas de vasos sanitários, diminuindo ainda mais o impacto no ambiente.



Ponte Blackfriars

Construída na era do vapor, em 1886, a ponte de Blackfriars, sobre o rio Tâmisa, em Londres, se tonará em breve a maior ponte solar do mundo. A estrutura vitoriana passa por um retrofit, com conclusão prevista para 2012, para se transformar em uma estação de trem movida pela energia gerada por mais de 4 mil paineis fotovoltaicos.

Quando concluída, a estação contará com seis mil metros quadrados de teto solar, capaz de produzir 900 mil kWh anualmente. Metade da energia necessária para a movimentação dos trens será suprida pela geração alternativa, o que vai evitar a emissão de 511 toneladas de CO2 na atmosfera.



Fonte: Exame

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Hotel centenário nos Alpes produz mais energia do que consome


O Berghotel Muottas Muragl não é apenas um dos resorts de montanha favoritos de alguns dos esquiadores mais ávidos do mundo - é também o primeiro hotel de energia positiva dos Alpes. Localizada a 2456 metros acima do nível do mar, a luxuosa construção europeia, que completou 104 anos de idade, ganhou uma repaginada verde para se tornar mais sustentável.


Com 750 paineis fotovoltaicos, aquecedores a energia geotérmica e um sistema especial no subsolo que recupera calor residual de outras unidades de refrigeração, exaustão e da sala de máquinas, o hotel agora gera mais energia do consome. Os paineis solares foram instalados ao longo de 227 metros de uma linha férrea que passa em frente ao hotel.



A renovação das instalações levou a uma redução de 64% do seu consumo total de energia, que caiu de 436.000 kWh por ano para 157.400 kWh e também tornou desnecessário o uso de combustível fóssil para aquecimento e arrefecimento do prédio.


Além dos elogios de viajantes de todo o globo, o Berghotel Muottas Muragl é vencedor do Prêmio Suíço Solar 2011 e do PlusEnergieBau Award (PEB) Solar, o único que premia edifícios de energia positiva. Este hotel não é o único exemplo de construção sustentável com superávit energético. Do campo à cidade, os edifícios que produzem mais energia do que consomem estão virando tendência. Na Alemanha, tem um bairro inteiro assim - o vilarejo de Sonnenschiff, capaz de produzir quatro vezes mais energia do que consome.

Fonte: Exame

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Economia verde para empreendedores


Há alguns meses, a empreendedora paulista Raquel Cruz, de 41 anos, dona da Feiti­ços Aromáticos, submeteu sua empresa de cosméticos a uma reforma. A caminho de faturar 2 milhões de reais em 2011 — 30% mais do que em 2010 —, a empresa estava ficando pequena para dar conta da crescente produção.

Nos banheiros, a descarga convencional foi subs­tituída por um modelo que gasta menos água, e as torneiras antigas, por modelos de pressão e que desligam a água automaticamente. No quebra-quebra da reforma da Feitiços Aromáticos, aumentou-se o espaço antes reservado às janelas para entrar mais sol, e as paredes e o teto foram pintados de branco a fim de refletir melhor a luz. No layout, algumas janelas foram reposicionadas.

Não se tratava de um ensinamento de Feng Shui ou de um desenho que ela tivesse visto numa revista de decoração.  "Logo nos primeiros meses após a reforma constatei uma economia de 40% na conta de luz e uma redução de 30% nos gastos com água",  afirma Raquel.                                                           

Preocupações como as de Raquel tornaram-se mais frequentes entre donos de pequenas e médias empresas — e, em pouco tempo, estão deixando de ser uma total exceção para começar a fazer parte das regras, pelo menos de quem está interessado em construir uma empresa capaz de competir por seu espaço no mercado.

"No nosso negócio, a preocupação com o ambiente está deixando de ser uma opção para virar quase uma premissa", diz Raquel. É o que já fazem grandes marcas, como O Boticário e Natura, que incluem o cuidado com o meio ambiente como um de seus principais valores. 

Um levantamento do Green Building Council Brasil, responsável pela certificação ecológica de construções, mostra que, com um investimento de 2% a 7% a mais no valor inicial de uma obra, é possível colocar em prática medidas que podem reduzir até 30% o consumo de energia — a economia pode vir da instalação de equipamentos que acendem as luzes apenas quando os sensores detectam a presença de alguém ou de placas fotovoltaicas que transformam a luz do sol em eletricidade.

Com o mesmo investimento, diz o relatório, dá para diminuir o consumo de água entre 30% e 50% — com a instalação de materiais hidráulicos que fazem o consumo de água funcionar no modo econômico, como torneiras com vazão controlada e receptores de água da chuva.

Mesmo quem não pretende fazer reformas ou mexer no layout da empresa tão cedo pode colocar a criatividade para funcionar e ir além de cortar copinhos plásticos ou limitar a impressão de papéis. Veja o caso do paulista­ Rubens Augusto Junior, de 53 anos, dono da rede Patroni Pizzas, que deve fechar 2011 com um faturamento de 87 milhões de reais em suas 97 unidades. Há quatro anos, quando buscava uma alternativa para substituir a lenha que alimentava os fornos das pizzarias, Augusto Junior não encontrou opções a um bom custo. Então, ele se reuniu com o seu principal fornecedor de lenha e pediu a ele para fabricar um briquete feito com pó de serra compactado, que passou a ser fornecido a todas as pizzarias da rede. "A intenção foi  aproveitar o que já sobrava da manipulação da madeira e não ter de cortar mais árvores", afirma Augusto Junior. A troca, diz ele, compensa. "O briquete custa quase 20% mais que a lenha, mas mantém os fornos quentes por mais tempo", diz. 

Para os profissionais cujo trabalho é ajudar outras empresas a desenvolver os próprios projetos de sustentabilidade, colocar a mão no bolso é só uma parte da história. "O passo seguinte é engajar os funcionários na causa da empresa", afirma o consultor Luiz Henrique Ferreira, sócio da Inovatech Engenharia, de São Paulo, consultoria que desenvolve programas de sustentabilidade para outras empresas.

Claro que isso exige, primeiro, que o empreendedor tenha realmente uma causa. Eduardo Pereira, de 49 anos, encontrou uma para sua empresa, a prestadora de serviços de TI carioca Elumini, que obteve receitas de 32 milhões de reais em 2011, cerca de 10% mais que no ano anterior.

Com 250 funcionários que se ocupam de implantar e fazer atualizações em softwares contratados pelos clientes, a Elumini convivia com um problema decorrente da rápida obsolescência dos equipamentos de informática. Volta e meia era preciso trocar alguns componentes dos computadores — processadores, placas de vídeo, memórias, teclados, mouses, monitores.

"Independentemente do motivo, é quase inevitável que esses ajustes gerem uma quantidade razoável daquilo que as pessoas chamam de lixo tecnológico", diz Pereira. "Achávamos que poderíamos precisar de uma peça dessas no futuro, então não jogávamos fora."

É por isso que na Elumini existe um espaço específico para guardar mouses, impressoras, monitores e todo tipo de periférico. Quando esse espaço ficou abarrotado, Pereira precisou tomar uma decisão. Uma das opções para garantir que o destino do refugo fosse correto do ponto de vista ambiental seria contratar uma empresa de reciclagem.

Um dia, Pereira ficou olhando um bocado de tempo para tudo aquilo — seria mesmo lixo? "Muitas daquelas peças ainda funcionavam e poderiam ser aproveitadas em computadores menos potentes", diz ele. Por isso, ele chamou os funcionários para separar o que poderia ser usado como componente para fazer computadores de sucata.

O mutirão resultou, neste ano, na montagem de 16 computadores. A maior parte das máquinas foi encaminhada a uma ONG de inclusão digital, que as redirecionou a comunidades carentes. "Estou muito satisfeito com esse programa", diz Pereira.

Fonte: Exame

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Código de barras inteligente pode substituir rótulos ecológicos


O número de produtos alimentícios com código de barras inteligentes está aumentando nos Estados Unidos com a ajuda de tecnologias móveis. Uma das possíveis consequências deste fato pode ser o desaparecimento de rótulos ecológicos nas prateleiras.

Atualmente, símbolos e logotipos verdes estão espalhados na indústria de alimentos, cosméticos, produtos de limpeza doméstica, produtos têxteis, móveis e até brinquedos.

Entretanto, a empresa Organic Monitor, de marketing e serviços de informação especializada em indústria de alimentos orgânicos, afirma que muitos consumidores já não confiam nas supostas vantagens ecológicas impressas nos rótulos que indicam quando o produto é sustentável.

Para satisfazer este público, muitas marcas começaram a disponibilizar informações detalhadas sobre o impacto ambiental, social e até econômico do produto através do código de barras. Em alguns casos é até possível verificar as origens do produto.

As principais causas da desconfiança são as deficiências de muitas normas e falta de transparência. Muitas informações são confusas e o consumidor não sabe distinguir os reais benefícios. Devido a isso há um número crescente de pessoas que usam aplicativos de dispositivos móveis para se informarem.

Um aplicativo famoso nos EUA é o GoodGuide. Ele classifica os produtos com base em vários parâmetros, como saúde, meio ambiente e social. Destacando as deficiências de muitos produtos tidos como sustentáveis, ele dispõe de avaliações de quase cem mil produtos de consumo e empresas.

Ao passo que as informações são facilitadas também cresce as exigências dos consumidores. Com o surgimento de aplicativos como o GoodGuide, de certa forma, as empresas sentem-se obrigadas a desenvolverem produtos mais sustentáveis e o consumidor é quem sai ganhando. Desta forma, a tecnologia aos poucos substitui os milhares de símbolos e logotipos que tanto causam confusão.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

7 alternativas “verdes” para perder peso


Manter hábitos saudáveis e fazer pequenas alterações nos costumes diários podem se refletir na perda de peso. A luta contra a balança pode ganhar uma ajuda extra se alguns preceitos sustentáveis forem incluídos na rotina.

O site norte-americano TreeHugger produziu uma lista com sete dicas que podem facilmente ser aplicados aos hábitos de qualquer pessoa.

Dirija menos

Para reduzir boa parte da pegada de carbono individual não é necessário fazer grandes coisas, como parar de usar energia elétrica. Basta usar menos o carro.

Comece pelos trajetos curtos, que podem ser percorridos a pé ou de bicicleta. Este também é um impulso para deixar o sedentarismo de lado. Aos poucos esta mudança será incorporada aos costumes e o retorno para a saúde e para o meio ambiente é garantido.

Participe de programas comunitários

Para que essa dica seja eficiente na perda de peso o ideal é que os programas comunitários sejam ligados a agricultura. Isso não quer dizer que você deve se envolver em uma grande plantação, podem ser trabalhos que envolvam pequenas hortas e até jardins.

O mais legal destas atividades é que elas tendem a influenciar a sua alimentação, acrescentando frutas, legumes e vegetais. Outra opção é apoiar o trabalho de pequenos agricultores locais, dando preferência a eles em detrimento das compras nos supermercados. Estes produtores também podem dar dicas sobre os melhores alimentos, portanto aproveite o contato para conhecer novas pessoas e adquirir conhecimento.

Dê preferência às refeições vegetarianas

Torne as frutas e vegetais a peça central de suas refeições. A carne pode ser substituída por alimentos com baixas calorias, como feijão e soja. Isso servirá para reduzir as medidas corporais, as despesas mensais e as emissões de carbono.

Existem pratos deliciosos que podem ser feitos sem carne, algumas opções são: lasanha de berinjela, grão de bico ao curry, nhoque de abóbora, entre outras coisas. Se não for possível eliminar totalmente a carne do cardápio, ao menos reduza a frequência com que ela será consumida.

Não beba suas calorias

Todos os vegetais do mundo não serão suficientes para reduzir o seu peso se você estiver bebendo centenas de calorias extras por dia, através de sucos com açúcar, refrigerantes, café, entre outras coisas.

Quando estas bebidas são processadas comercialmente e chegam às geladeiras em garrafas individuais elas ainda cooperam para o aumento da sua pegada de carbono, além da ingestão de calorias totalmente dispensáveis.

Em vez disso, pegue uma garrafa de água reutilizável e mantenha-a cheia de água filtrada. Para dar um toque especial podem ser adicionados limões ou outras frutas cítricas que acentuam o sabor e ainda darão mais refrescância à água.

Participe de um trabalho voluntário ao ar livre

Esta não é a maneira mais fácil de reduzir os números na balança, mas a partir do momento que você escolhe algum trabalho realizado ao ar livre, como plantar árvores, estará se movimentando e ainda auxiliando a preservação do meio ambiente.

Esta atividade também servirá para que você conheça outras pessoas apaixonadas pelas mesmas causas que você, que podem ajudar a manter a sua motivação pelo trabalho.

Planeje uma horta caseira

Para manter um jardim ou horta caseira não é necessário ter muito espaço. Como o CicloVivo já ensinou, elas podem ser feitas até mesmo em garrafas plásticas reaproveitadas (veja aqui). Estes pequenos recipientes podem comportar diversos vegetais, que posteriormente estarão presentes em sua dieta.

Pratique atividades ao ar livre

Movimentar-se ao ar livre faz com que você esteja em contato com a natureza. Isso pode servir de inspiração e incentivo para que você mantenha a prática esportiva e ainda te deixará mais atento às causas ambientais. Desenvolver uma relação de amor com a natureza o tornará mais protetor e ainda irá diferenciar a forma como você respira o ar fresco e como encara os treinos.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Designer cria sapato modular que facilita a reciclagem

 "A necessidade é a mãe de todas as invenções” e a nova “onda verde” é a mais nova desculpa para inventar. Com designers criando formas mais ecológicas, muitos problemas relacionados ao meio ambiente podem em breve ser preocupações do passado.

Criado pelo designer inglês, Ben Chappell, o “Think” é uma destas soluções. Um sapato conceito que usa fechamento mecânico ao invés de adesivos, permitindo que cada peça do calçado possa ser removida e reciclada facilmente.

O Think é um sapato de automontagem, com três variações de cada parte e pode ser constantemente atualizado através das fechaduras mecânicas de acordo com o gosto e combinações preferidas. O estilo completamente modular faz com que o usuário tenha uma variedade de versões da mesma peça.

Quando os sapatos ficam velhos e desgastados, acabam sendo descartados no lixo. Embora existam alguns programas de reciclagem, o tênis muitas vezes não pode ser reciclado por causa dos adesivos utilizados na sua construção. A reciclagem acaba se tornando um desafio e foi este problema que inspirou Chappell. Este protótipo permitirá que isso ocorra.

Esta é uma solução “verde” criada para encorajar a destinação correta do produto entre os clientes. Um sugestão é que os varejistas possam fazer um esquema de recebimento (logística reversa) deste material dando um desconto especial na compra de uma nova peça.


Fonte: Exame

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

17 dicas para ser mais sustentável em 2012


Para você manter hábitos sustentáveis em 2012 e não deixar somente como promessa de fazer algo melhor para o planeta, separamos algumas dicas para tornar seu ano mais ecológico, assim você diminui sua pegada ambiental e colabora com o meio ambiente local e global. Através de pequenas mudanças podemos fazer muito pelo nosso futuro.

Produtos de Limpeza

O primeiro passo para adquirir uma vida mais sustentável pode ser dado em sua própria casa, na escolha dos produtos de limpeza que você utiliza. Alternativas caseiras como sódio, limão e vinagre podem substituir os produtos de limpeza tradicionais que muitas vezes são tóxicos para o meio ambiente. Se optar por comprar ao invés de fabricar o seu, escolha os que são biodegradáveis e evite os que possuem fosfato em sua composição.

Sacolas Plásticas

O plástico mata milhares de animais por ano além de poluírem o meio ambiente. O papel apesar de biodegradável possui desvantagens ambientais e econômicas em sua fabricação, sendo assim escolha sacolas de pano ou retornáveis para fazer o transporte de suas compras.

Papel

Para o consumo de papel prefira o reciclado que consome de 70% a 90% menos energia que o comum além de poupar nossas florestas.

Garrafas Plásticas

Reutilize garrafas plásticas quando estas não puderem ser substituídas ou escolha squeezes e canecas para matar sua sede. Além de sair mais barato você evita o descarte no meio ambiente. Para os outros produtos que contenham plástico escolha os de embalagens maiores e de preferência com refil; embalagens pequenas é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais.

Economia de energia

 Existem diversas maneiras de se poupar energia dentro de casa, uma delas é utilizar uma garrafa térmica com água gelada e cubos de gelo; esta opção evita o abre-fecha da geladeira e fornecerá água gelada para um dia inteiro. Quando for cozinhar retire todos os ingredientes da geladeira de uma só vez.

Eletrodomésticos

Mantenha sua geladeira longe do fogão, pois com o calor, a geladeira precisa consumir mais energia para compensar o aumento da temperatura. Descongele sua geladeira ou freezer antigos pois o excesso de gelo faz com que circule menos ar frio no aparelho sendo necessário maior gasto energético para compensar ou considere trocar de aparelho. Os eletrodomésticos novos consomem até metade da energia, se comparado aos modelos antigos.

Lâmpadas

Substitua as lâmpadas incandescentes por fluorescentes que gastam 60% menos energia. Retire os aparelhos da tomada ao invés de deixar em standby pois este modo consome de 15 a 40% de energia mesmo estando desligado.

Computador

Participe de ações virtuais. A internet é uma boa arma para conscientização e mobilização das pessoas. Faça reuniões de trabalho por vídeo conferência para encontros de quinze minutos ao invés de presenciais. Você evita o trânsito, a emissão de gás carbônico, o estresse além de economizar dinheiro e poupar o meio ambiente. Desligue o computador se ficar mais de duas horas sem utilizá-lo e o monitor por 15 minutos. O maior responsável pelo consumo energético do computador é o monitor, os de LCD são mais econômicos.

Ar condicionado

Desligue o ar condicionado a uma hora do final do expediente; a economia de 12,5% diária representará o equivalente a quase um mês de economia no final do ano. Faça a manutenção do seu equipamento; um ar condicionado sujo representa 158 kg de CO2 a mais na atmosfera por ano. O ventilador de teto consome 90% menos energia, combinar o uso dos dois também pode ser uma boa opção, para isso regule o ar condicionado no mínimo e ligue o ventilador.

Lavando Roupa

Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas e pendure-as no varal ao invés de usar a secadora, deste modo as roupas ficarão menos amassadas poupando energia e trabalho na hora de passar. Para lavar a louça ou a roupa procure usar água morna ou fria, e utilize as máquinas quando estiverem cheias, se não for possível use a metade da capacidade e selecione o modo de menor consumo.

Água

Não é muito difícil economizar água em nossas atividades diárias. Basta fechar a torneira enquanto escovar os dentes, reduzir alguns minutos do banho de preferência de chuveiro ao invés de banhos de banheira que consomem até quatro vezes mais energia e água, não permitir que as crianças brinquem com água, instalar válvulas na descarga para regular a quantidade de água liberada e nos hotéis, opte por trocar lençóis e toalhas a cada três dias.

Cozinha

Para manter uma cozinha ecologicamente correta o primeiro passo é manter a dispensa e a geladeira organizadas. Isso contribui para um melhor planejamento da lista de compras, evitando gastos desnecessários, desperdício de alimentos e de energia. Faça farinha de rosca com pães velhos e salada com as frutas não muito frescas ao invés de dispensá-las.

Tampe suas panelas enquanto você cozinha e aproveite mais o calor. Prefira cozinhar na panela de pressão além de ser mais rápido você economiza 70% de gás. Cozinhe em fogo brando, pois por mais que você aumente o fogo sua comida não cozinhará mais depressa porque a água não ultrapassa 100 ºC em uma panela comum. Coma menos carne vermelha, a criação de bovinos é uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa além de demandar grande quantidade de água em sua produção. Escolha alimentos frescos ao invés de congelados e enlatados.

A comida congelada é mais cara e consome mais energia ao ser produzida e os enlatados geram mais resíduos. Evite pedir comida para viagem economizando as embalagens utilizadas. Compre produtos orgânicos e incentive o comércio para que os preços caiam. Estes alimentos respeitam os ciclos de vida dos animais, vegetais e do solo e não contaminam o meio ambiente, além de serem muito mais saudáveis. Frequente restaurante que estimulam este tipo de alimentação.

Lixo

Faça compostagem do material orgânico que sobrar, reduzindo o lixo dos aterros sanitários e a emissão de metano na atmosfera. Além de reduzir o problema você terá um jardim bonito e saudável. Faça coleta seletiva dos materiais reciclados e se não houver este serviço em seu bairro procure um posto de coleta. O óleo de cozinha costuma ser jogado na pia, mas cada litro de óleo chega a poluir um milhão de litros de água. Existem pontos de coleta específicos somente para esse material.

Pilhas

Use somente baterias e pilhas recarregáveis ou invés de pilhas comuns. Não troque de celular se ele ainda estiver em pleno funcionamento. As peças do aparelho usam derivados de petróleo e metais pesados em suas baterias.

Consumo consciente 

Ser sustentável no caso do consumo não significa que estamos proibidos de fazer compras mas que podemos optar por produtos mais duráveis, verificar se é ecológico e quais os impactos de seu descarte.

Transporte

Ao comprar um carro por exemplo escolha o modelo mais ecológico, que emita menos poluente como o flex ou os carros movidos a etanol. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana-de-açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Mantenha o carro regulado, ande mais de transporte coletivo, ofereça carona e ande mais a pé ou de bicicleta.

Meio Ambiente

Tenha responsabilidade ambiental, plante uma árvore em seu bairro, proteja uma floresta, regue as plantas à noite ou pela manhã bem cedo, assim você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas; informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata e considere o impacto de seus investimentos.

Essas dicas são muito simples de serem praticadas, basta atentarmos a elas e nos esforçar um pouco para fazermos diferença no futuro do planeta.






Fonte: Exame