quinta-feira, 5 de julho de 2012

8 ações criativas de jardinagem de guerrilha pelo mundo


No meio do caminho, uma flor

Não importa se você está dirigindo um carro, andando de bicicleta ou gastando a sola do sapato, é simplesmente impossível não se enfurecer com os buracos no meio do caminho. Indignado com o péssimo estado de algumas ruas e calçadas de Londres, o ciclista Steve Wheen resolveu alertar quem passa despercebido por uma dessas fendas de uma forma elegante e bem mais agradável visualmente do que a prática popular de colocar um pedaço de madeira ou um cabo de vassoura no lugar.

Ele transformou os feiosos e perigosos buracos em micro jardins – alguns levam até miniaturas de mobiliários urbanos, como bancos, cabines de telefone e hidrantes. Por suas intervenções, Wheen ficou conhecido como The Pothole Gardener (“Jardineiro de buracos”, em tradução livre). Ele mantém um site com fotos de suas pequenas criações, onde diz: “Meus jardins são uma maneira de transformar algo muito ruim, como um buraco, em algo um pouco mais feliz que leva as pessoas a sorrir mas também a questionar o ambiente em que vivem e como elas podem mudá-lo”.


Natureza “implantada” em Madri

Chamando a atenção para a falta de espaços verdes no centro de Madri, o grupo de intervação urbana Luzinterruptus saiu às ruas para protestar e proteger as ervas daninhas e pequenas plantinhas que brotam em fendas no meio do concreto. A intervenção de jardinagem de guerrilha ocorreu no dia 5 de maio à meia-noite de Malasaña para Lavapiés, deixando para trás um total de 50 pequenos ecossistemas nas áreas mais duras e mais cinzas da cidade. Em alguns lugares eles protegeram as plantas existentes, cobrindo-as com estufas portáteis e em outros casos, eles plantaram mudas resistentes na esperança de que elas criariam raiz e alguém notaria. Para deixar mais divertido o cenário, pequenos animais de brinquedo acompanharam as plantas, como se estivesse num refúgio iluminado com luzes.



Posterchild: preenchendo o vazio

O Canadá também tem sua cota no ativismo de floricultura urbana. Em 2009, em Toronto, o artista de rua Posterchild começou a transformar caixas de jornais abandonados em vasos de flores. Fazia anos que as caixas, espalhadas por toda a cidade, estavam vazias, ocupando espaço valioso nas calçadas. Posterhild percebeu que pichadores usavam frequentemente as caixas para atos de vandalismo urbano, e pensou como o interior poderia ser usado para benefício público. Num piscar de olhos, ele deixou a cidade mais bonita.



Cabeça florida

Em seu projeto de jardinagem de guerrilha, a artista inglesa Anna Garforth une natureza e reciclagem, ao dar vida nova a jarros de plástico de leite vazios que iriam para o lixo. Com cores vibrantes, como verde e laranja, e traços no estilo tribal, ela transforma as embalagens numa espécie de totem, chamado "jardineiro cabeça", recheado de samambaias cujas folhas caem delicadamente dos postes de luz da cidade. Uma forma de dar um toque de distração verde para os pedestres em contraste ao ambiente cinzento do centro urbano.



Arranjo publicitário

Quando liberados, cartazes de propaganda podem se multiplicar pelas paredes de forma tão rápida e intensa a ponto de causar poluição visual. Em Toronto, no Canadá, os amigos Eric Cheung e Sean Martindale encontraram nesses papeis colados uns sobre os outros a tela ideal para fazer sua arte: basicamente eles usam os cartazes publicitários antigos para criar pequenos bolsões onde inserem plantas e flores. As plantas de bolso, como foram chamadas, ajudam a mudar a paisagem urbana de forma inusitada e muito divertida, ainda que temporariamente.


Vasos negligenciados

Às vezes, pequenas coisas podem fazer as pessoas pensarem sobre as questões importantes que nem sempre recebem a atenção devida no corre-corre diário. Foi com essa ideia em mente que o artista Sean Martindale (o mesmo das plantas de bolso) convidou artistas locais, designers e jardineiros e pediu-lhes para prestar alguma atenção aos canteiros e vasos negligenciados nas suas ruas e revitalizá-los com a sua própria instalação original. Em 24 horas, 30 instalações brotaram na cidade, uma mais surpreendente que a outra.



Horta (quase) particular

Um experimento para utilizar o espaço urbano para a produção de alimentos. O Gemüsekorb ("cesta de legumes") é um projeto de moradores de Berlim que cria jardins móveis em carrinhos de compras abandonados. Eles plantam de tudo, desde flores à temperos, tomate, batatas. Segundo o site oficial, em 2010, dois carrinhos geraram três variedades de batatas típicas alemãs, o Rübchen Telltower, alface, e duas variedades de rabanetes europeus. De tão curioso, em 2011, foi realizada uma oficina para ensinar as pessoas a fazer o seu próprio jardim móvel e cuidar bem dele.



Urbanbuds: jardins com alça

Que tal plantar não só um jardim, mas uma horta inteira e carregar para onde você for, tudo dentro de uma mala? Gionata Gatto transformou essa ideia em realidade, criando malas cheias de terra fértil para cultivo de vegetais e frutos. Cada uma delas permite o crescimento de cerca de trinta e seis diferentes plantas, que podem desenvolver verticalmente ao longo do tecido. Segundo o artista, o "Urbanbud" usa o conceito de alimentos como um sinal de identidade cultural, uma bagagem que se carrega desde o nascimento. Cada pessoa tem seu próprio gosto e suas preferências na escolha das sementes para plantar e o bacana é que neste tipo de atividade cada um pode visualizar sua personalidade através da jardinagem.



Fonte: Exame

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Exerça a culinária sustentável em sua casa



Cozinhar pode ser uma atividade fantástica para estimular os nossos sentidos, além de trazer muito prazer quando a realizamos junto daqueles que mais gostamos. Os aromas desprendendo-se da sopa fervendo na panela, a cor surpreendente revelada por um kiwi ao ser descascado, a textura porosa e suculenta de uma melancia dissolvendo-se dentro da boca e o som de uma romã ao ser debulhada são verdadeiras experiências sensoriais que envolvem muito mais que o paladar de cada um. 

Sabemos que  as pessoas que cozinham com prazer estão mais aptas a manterem dietas mais saudáveis e equilibradas, o que tem um impacto positivo para a saúde de forma geral. Mas será que você já parou para pensar que as suas escolhas alimentares podem afetar a saúde do nosso Planeta? Saiba que muitas pessoas e organizações pelo mundo dedicam tempo e recursos a implementar um movimento de Culinária Sustentável, que consiste em  optar por um estilo de alimentação consciente,  que  leva em consideração valores como o cuidado com a terra, as pessoas e a partilha justa. 

Quer participar? Então aí vão alguns conselhos:

- Escolha mercados locais, pois assim poderá comprar diretamente do produtor, e dessa forma estará estimulando a economia da sua região. Ao consumir mais produtos da horta você ajuda a garantir o emprego e o sustento das famílias que vivem no campo.

- Prefira os produtos da estação, que são mais baratos e estão em sintonia com o ciclo da Terra. Pense bem: por que no inverno colhemos os melhores citrinos? Não é justamente nesta altura do ano que precisamos nos proteger mais das gripes e constipações? A Natureza não se engana, pode acreditar!

- É uma boa experiência provar frutas exóticas de outros países, mas não torne isso um hábito. Imagine os recursos necessários para transportar uma manga do Brasil para Portugal. Em todas as regiões existem diversas frutas deliciosas para serem consumidas.

- Reduza o consumo de alimentos embalados, que geram toneladas de resíduos para o meio ambiente.  Cozinhar com gêneros in natura é a melhor escolha. Experimente servir pelo menos uma preparação viva, ou seja, crua, a cada refeição. Por exemplo, uma salada verde com rebentos de girassol para o almoço e um suco de laranjas com cenouras e maçãs para o lanche.

- Envolva toda a família. Peça ajuda para organizar a lista de compras. Visitem o mercado local ou uma Quinta que produza os alimentos de forma biológica. As crianças vão adorar conhecer esses espaços. Cultive um pequeno jardim em casa. Plante hortelã, salsa, coentros e o que mais desejar em pequenos vasos que podem ficar na varanda ou mesmo numa janela da cozinha.

- Separe o lixo e recicle. Descubra como fazer uma composteira caseira e tenha sempre terra rica em nutrientes para as suas plantações.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Faculdades brasileiras terão sustentabilidade no currículo


A partir do ano que vem, a sustentabilidade deve ser incluída no currículo acadêmico de todas as universidades brasileiras. Esse foi um dos compromissos voluntários anunciados na semana passada, pelo Brasil, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

De acordo com o conselheiro do Conselho Nacional de Educação e pró-reitor da Fundação Getulio Vargas, Antônio Freitas Jr., a ideia é que, no futuro, a disciplina seja incorporada também da pré-escola ao ensino médio.

“Não faz sentido ensinar finanças sem ensinar ética ou meio ambiente. Educação superior é o começo, mas tem que ser em todas as séries. Incentivo a todos que façam ações. Não é só compromisso financeiro, precisamos de comprometimento dos governos”.

Ele informou que a decisão já foi publicada no Diário Oficial da União na semana passada e que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou simbolicamente o compromisso durante a Rio+20.

“A sustentabilidade permeia todas as áreas, os enfoques é que são diferentes. Por exemplo, foi descoberto que o gás que sai do motor a diesel causa câncer. Então, um engenheiro mecânico tem que saber muito mais sobre esse assunto. Também tem a ver com economia, pois o assoreamento dos rios tem um custo”, comentou o conselheiro.


Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Tribo aposta no Google para combater desmatamento na Amazônia


A tribo Suruí, que vive no coração da Amazônia brasileira, passou a contar com a tecnologia para enfrentar o desmatamento que a ameaça ao se associar com a gigante de buscas na internet, Google, que criou um aplicativo que retrata suas tradições e registra qualquer alteração na floresta.

O "mapa cultural" dos Suruís foi lançado este sábado (16) no Rio de Janeiro, durante um fórum empresarial realizado na conferência Rio+20, das Nações Unidas. Representantes da empresa americana e membros do povo Suruí apresentaram este projeto inédito.

"Isto é único, representou uma fase totalmente nova para o Google. É o maior projeto que desenvolvemos com uma população indígena", explicou, durante entrevista coletiva, Rebeca Moore, engenheira do Google Earth e líder do projeto.

"É uma grande emoção que depois de cinco anos possamos mostrar nossa cultura ao mundo", comemorou o cacique Almir, líder dos Suruís, vestindo calça, camisa e blazer, com um cocar de plumas coloridas.

Na animação do planeta Terra que o Google Earth apresenta se vê um pequeno ponto no território brasileiro: é a tribo Suruí, com extensão de 240.000 hectares no estado amazônico de Rondônia (noroeste). No total, tem 1.300 pessoas distribuídas em 320 famílias.

À medida que o usuário se aproxima do território Suruí no mapa, aparecem várias imagens de animais, ocas, plantas e indígenas. Ao clicar em alguns destes ícones, o sistema mostra jovens indígenas narrando os hábitos da comunidade, acompanhados de animações criadas pelo Google.

O território Suruí está cercado de uma área bastante desmatada e, segundo o cacique Amir, suas terras são ameaçadas por madeireiros ilegais. Por isso, em 2007 viajou para a Califórnia e visitou os escritórios do Google "para propor uma associação" que permitisse criar o aplicativo e registrasse a realidade da região.

"Na época, não sabíamos muito do Google, mas eu passei em frente aos escritórios e estava decidido a entrar e propor esta sociedade, porque eles conhecem a tecnologia e nós, a Amazônia", contou Amir.

Agora, o "mapa cultural" dos Suruís "é uma ferramenta de trabalho que estamos usando para fazer denúncias. Temos uma equipe de vigilância", formado por jovens com celulares inteligentes que registram até a espessura de uma árvore e tiram fotos do local, informou o cacique.

"Com isso, vamos poder pressionar o governo para que fiscalize o desmatamento na região", comentou à AFP Walelasoepilemán, jovem indígena de 15 anos que participa do projeto e veste traje tradicional, com os braços adornados com pequenas pintas pretas pintadas.

Em 2011, o Brasil conseguiu reduzir o desmatamento na floresta amazônica em seu nível mais baixo, a 6.418 Km², e a três meses de fechar o balanço anual para 2012 diminuiu em 25% este número, segundo dados oficiais.

O aplicativo está disponível no site do Google Earth, embora ainda não esteja integrado à plataforma. Também é possível consultá-lo no site dos Suruís (http://www.paiter.org).

Neste sábado, o Google lançou, ainda, o documentário "Trocando o arco e a flecha por computadores portáteis", que narra os cinco anos de desenvolvimento do projeto. Engenheiros do Google viajaram três vezes ao Brasil para treinar os indígenas com ferramentas para smartphones, desenhadas especialmente para o projeto.

O vídeo, exibido para jornalistas, mostra os jovens medindo troncos e tirando fotos de índios idosos e de danças tradicionais, bem como de outros costumes.

"Isto é bom para nós porque estamos levando nossa cultura para os povos de fora, para que nossa cultura não morra", disse Walelasoepilemán.

Segundo Moore, a empresa espera repetir a experiência em outras duas tribos vizinhas à dos Suruís, bem como em outras populações aborígenes de Canadá e Nova Zelândia.



Fonte: Exame

terça-feira, 5 de junho de 2012

20 Dicas para preservar o meio ambiente


Na Semana do Meio Ambiente o Grupo Zanardo tem algumas dicas para você fazer a sua parte na preservação dos nossos recursos naturais e da natureza.


1 - Não corte e nem faça poda de árvores sem autorização. Poda drástica é proibida. 

2 - Preserve a vegetação nativa. Não desmate e nem coloque fogo. 

3 - Não altere cursos d’água ou banhados, eles são protegidos por lei. Poços artesianos somente com autorização.

4 - Não crie peixes sem licença. Nunca solte peixes nos rios, mesmo quando estiver bem intencionado.

5 - Respeite os períodos de proibição da pesca.

6 - Não compre nem tenha animais silvestre em casa.

7 - Não maltrate animais silvestres ou domésticos.

8 - Separe o lixo em casa e no trabalho e coloque na rua no dia da coleta seletiva em seu bairro.

9 - Não jogue lixo no chão. Carregue-o até a lixeira mais próxima. Ensine as crianças dando o exemplo.

10 - Recicle ou reaproveite tudo o que puder.

11 - Reduza o consumo, especialmente do que não puder ser reaproveitando ou reciclado.

12 - Mantenha seu veículo regulado e ande mais a pé.

13 - Não contribua com a poluição sonora ou visual.

14 - Use menos veneno em sua lavoura ou horta.

15 - Não jogue óleos lubrificantes ou óleo de cozinha na sua rede de esgoto.

16 - Não desperdice água. Esse é um dos recusros mais importantes e frágeis do planeta: feche torneiras, conserte vazamentos, não use mangueiras para para lavar calçadas e aproveite água de chuva.

17 - Não desperdice energia elétrica: desligue aparelhos, verifique sobrecargas e apague as luzes.

18 - Ensine as crianças amor e respeito pela natureza.

19 - Cuide da higiene e da sua saúde.

20 - Evite jogar materiais não degradáveis (plásticos ou outros) no ambiente.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

7 construções futuristas à prova de inundações

Projetos arquitetônicos inusitados propõem soluções para proteger as metrópoles dos efeitos da elevação do nível do mar causado pelas mudanças climáticas. Confira alguns dos mais curiosos.

Emergency Land: um refúgio nas alturas



O pequeno conjunto de nove ilhas localizado no oceano pacífico, entre a Austrália e o Havaí, sofre as consequências do aquecimento global. Com área de 26 km², Tuvalu corre o risco de submergir diante do aumento do nível do mar. Nos últimos anos, as inundações constantes já vêm atrapalhando a produção de cultivos locais e a obtenção de água potável. Se a situação continuar assim, a população de Tuvalu vai precisar de um novo endereço. É aí que a entra a "Emergency Land" ( Terra de Emergência, no português), uma cidade-conceito criada pelo sul-coreano Choi Jinman, arquiteto, e o estudante Ji Shim Yong. Trata-se de uma plataforma que se eleva sobre o mar, podendo abrigar até 11 mil habitantes. O projeto traria todas as funções (serviços, infraestrutura, comércio, etc) de Tuvalu, mas dessa vez protegendo a todos de uma nova catástrofe.

Lilypad: a arca da salvação



Eventos climáticos extremos têm deixado milhares de desabrigados em todo o mundo. Se as previsões de elevação dos níveis dos mares se concretizarem, será preciso encontrar um novo lar para os refugiados climáticos. A solução para nos manter a tona vem do visionário arquiteto belga Vincent Callebaut, que criou a cidade flutuante Lilypad. O complexo é formado por arcas, cada uma com capacidade de abrigar até 50 mil pessoas – quantidade semelhante ao número de habitantes da cidade portuária de Constitución, no Chile, que em 2010 foi invadida por uma onda de 8 metros, obrigando os moradores a se retirar para as montanhas.

Membrana protetora em NY


A elevação dos níveis dos mares é uma das maiores ameaças para cidades litorâneas. Foi pensando em salvar a ilha de Manhatthan que os designers Tingwei Xu Zhang e Xie, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, projetaram uma rede de membranas que, ao saírem do chão como se fossem raízes de árvores, seriam capazes de absorver e desviar a água do mar para bem longe da cidade. Agindo como um substituto do solo, as membranas criariam pantanos e zonas húmidas ao redor da ilha, funcionando assim como uma barreira protetora contra enchentes.

Wetropolis: a cidade pós-dilúvio



Bangkok, na Tailândia, também deve sofrer com a elevação do nível do mar até meados do século. Para resolver esse problema, a firma de arquitetura S+PBA bolou uma solução interessante: um conceito de comunidade para “um futuro pós-diluviano”, como dizem. Como outras ideias listadas aqui, o projeto abraça um estilo de vida anfíbia, em vez de lutar contra ao aumento do nível das águas. A ideia é reproduzir toda uma rede e infraestrutura urbana acima do mar chamada de “Wetropolis”, que contaria com escolas, espaços públicos, indústria e todo tipo de serviço público. Os arquitetos preveem até espaços verdes, como parques e florestas e manguezais, que além de favorecer a atividade de carcinicultura, tambem ajudariam a filtrar a água e renovar o ar da cidade.

Casa anfíbio britânica


A firma de arquitetura britânica Baca desenvolveu uma casa anfíbio capaz de resistir às enchentes. Primeiro projeto deste tipo a receber autorização do governo inglês, a casa de 225 metros quadrados de área está sendo construída a apenas 10m da margem do rio Tâmisa, em Male, no condado de Buckinghamshire. Ela será erguida em bases fixas, como um edifício convencional, mas em caso de inundações na região, a casa será capaz de levantar e flutuar, mantendo a salvo seus ocupantes. A resistência à agua deve-se ao que os arquitetos chamam de "golfinhos", postes verticais normalmente encontrados em marinas que mantêm a instalação flutuante no lugar durante uma cheia.

Ilhas artificiais para as Maldivas


As pequenas e numerosas ilhas das Maldivas são tão belas quanto frágeis. Pelo menos 80% do arquipélago localizado no oceano Índico está apenas um metro acima do nível do mar. Uma elevação brusca das águas poderia varrer do mapa esse paraíso de praias de areia branquinha, palmeiras e atóis de corais.

No último século, o nível do mar já subiu 20 centímetros em algumas partes do país. Temendo o pior, o governo local estuda comprar um novo território para o seu povo. Mas para o arquiteto Koen Olthuis do Waterstudio a solução é criar mini-ilhas flutuantes. Elas teriam formato de estrela e contariam com amplos espaços verdes e praias artificiais.

Resort semi-submerso no Qatar


Talvez os resorts de luxo do futuro serão parecidos com o do projeto acima, o Anphibious 1000, uma verdadeira rede de ilhas e hotéis flutuantes idealizada para o Qatar. Projetado pelo italiano Giancarlo Zema, do escritório de arquitetura Design Group (GZDG), o Amphibious 1000 é um resort semi-submerso, que será localizado em uma área marinha protegida na costa do Qatar, incluindo edifícios residenciais, escritórios, um parque marinho, passarelas flutuantes e até galerias marinhas subaquáticas.

Fointe: Exame

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ecodesign: O que é e o que eu tenho a ver com isso?


Um dos assuntos mais comentados nos últimos anos é, sem dúvida, o ecodesign (ou design ecológico, design verde, eco friendly design, projeto para o meio ambiente e suas variações). Você pode estar se perguntando: “mas afinal, o que é e porque eu deveria me interessar por isso?”. Vamos lá!

A partir de 1960 percebeu-se que o planeta possuía recursos finitos e que a produção e descarte dos produtos gerava degradação ambiental. Nos anos 90 surge o termo ecodesign para se referir ao método de projetar produtos industriais com pouco impacto no meio ambiente e adaptados ao uso consciente dos recursos naturais – ou seja, relacionando aspectos de projeto e produção com a ecologia – sem invalidar a funcionalidade e utilização dos produtos.

Para caracterizar um produto como fruto de ecodesign podem ser utilizadas várias abordagens, que se referem à produção, ao tipo de material utilizado e até ao método de descarte. Reduzir, reutilizar, reciclar, aproveitar fontes alternativas de energia e produzir sem excessos são algumas dessas abordagens. 

Podemos listar algumas das premissas do ecodesign:

- Privilegiar materiais que respeitem o meio ambiente, de procedência ecológica, reciclados, certificados, biodegradáveis, reutilizados, leves, locais, renováveis e abundantes.
- Aumentar a durabilidade e eficiência do produto
- Projetar visando a reutilização ou a reciclagem dos materiais e embalagens
- Reduzir o mix de materiais, de preferência utilizando apenas um tipo
- Facilitar a desmontagem, separação, reposição e conserto das peças
- Produzir de forma mais limpa e segura, sem prejudicar o equilíbrio ambiental (de preferência, usando o ciclo fechado, onde os resíduos voltam para a indústria)
- Eliminar o uso de substâncias nocivas na produção e utilização do produto
- Projetar produtos atemporais (sem modismos), anti-obsolescência
- Desenvolver produtos multiuso, que possam ser utilizados por vários usuários e em mais de uma função
- Estabelecer um sistema de retorno do produto ao fabricante
- Reduzir a energia gasta na fase de transporte, otimizando a quantidade de produtos transportados

Cada dia aumenta o número de empresas e designers que trabalham dedicados ao ecodesign. Mas devemos ficar atentos!

Devido à busca por produtos ecológicos, muitas empresas “mascaram” seus produtos, divulgando-os como se tivessem preocupação ecológica – quando na verdade, a intenção é somente mais lucro. Esta armadilha é comum, e sem a correta informação corremos o risco de cair nela.

E como fazer para descobrir empresas e produtos realmente verde?

                                

Como consumidores, sabemos que um produto passa por diversas etapas até chegar a nossa cesta de compras. Porém, só temos acesso às partes “limpas” do processo. Vemos o produto na prateleira, escolhemos, compramos, usamos e colocamos na lixeira. Tudo o que vem antes (extração das matérias-primas, beneficiamento, transporte, produção) e o que vem depois (recolhimento do lixo, resíduos, aterros ou reciclagem) não está claramente visível.

Por isso, em primeiro lugar, devemos nos manter informados. Quando uma organização honesta divulga algum produto ou empresa, provavelmente suas ações são realmente envolvidas com o meio ambiente, e é possível comprovar isto. Desconfie das “inovações” e soluções mágicas, que não esclarecem exatamente em que ponto aquele produto ou serviço é ecológico. Onde estão as evidências do que é verdade ou não?

Como já aconteceu comigo, ao entrar em uma loja e ouvir a vendedora dizer: moça, essa bolsa é ecológica, é um lançamento! Digo um: ah, interessante… e porque ela é ecológica? Ela me olha, sem graça, e responde: é ecológica, não prejudica o ambiente! E a conversa encerra por aí (e é óbvio que eu não comprei a tal bolsa).

                                 

É muito fácil rotular algo e ressaltar suas boas características – mesmo que elas não existam. E é comum também existir um “selo verde” inventado ou uma palavra vaga, sem detalhes e explicações, como “amigo do meio ambiente”. Em outros casos se ressalta um atributo ecológico mínimo, quando todo o resto é sujo.

Há também outro caso que gosto de citar: uma grande rede de supermercados iniciou uma campanha de marketing, mostrando o quanto eram ambientalmente responsáveis e preocupados com a natureza. Ao entrar em uma das suas lojas, precisei embalar minha bolsa em um enorme saco plástico, que foi rasgado e descartado no momento em que deixei o local. 

Por isso: pesquise, converse com pessoas de confiança, e peça explicações. Afinal, nosso papel como consumidores conscientes é procurar sempre a melhor opção – mostrando para as empresas que o ecodesign não é apenas uma moda. Lidando com os problemas de forma coletiva e interligada, a chance de sucesso é maior. Afinal, todos nós temos uma parcela de culpa no processo de destruição do planeta.

Algumas atitudes práticas que podem ser tomadas:

- Busque os “fabricados no Brasil”. Artefatos de produção nacional valorizam a economia local e geram menos poluição no transporte.
- Evite utilizar produtos descartáveis, como copos e talheres de plástico. Você usa por 5 minutos, e eles demoram centenas de anos para se decompor.
- Valorize as ações honestas que buscam a preservação ambiental e a geração de renda para comunidades. Apesar de algumas vezes ser mais caro pagar por produtos ecológicos, há um motivo para isso. Geralmente são produzidos em menor quantidade, com melhor qualidade e utilizando materiais de baixo impacto, o que aumenta o preço.
- Da mesma forma, prefira pagar mais por produtos duráveis e atemporais do que pouco por algo que vai estragar logo ou sair de moda rapidamente. Isso vale para roupas, sapatos, brinquedos, móveis… Pense e avalie bem o que vai levar para casa.
- Opte por produtos feitos com matéria-prima renovável, reciclada ou reutilizada, ou com selos de certificação reconhecidos.

Não são nossas pequenas atitudes que irão trazer grandes resultados – mas é um começo. É preciso um esforço conjunto, para que muitas pessoas se conscientizem que as escolhas, de forma coletiva, podem repercutir em grandes mudanças. Mas de qualquer forma, não existe o produto perfeito: qualquer produção irá gerar danos ambientais, maiores ou menores.

Fonte: Coletivo Verde